quarta-feira, 3 de novembro de 2010

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Otimismo na Construção Civil em 2010

13/05/2010

Construção civil: Pesquisa mostra otimismo do setor com economia em 2010

Por Redação do Fórum da Construção

Os empresários da construção civil estão otimistas com o cenário dos próximos seis meses. Pesquisa inédita realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), revelou que eles esperam maior nível de atividade, novos empreendimentos, aumento das compras de matérias primas e mais contratação de trabalhadores.

Na avaliação do vice presidente da CBIC, José Carlos Martins, esse aquecimento está sendo garantido pelo programa habitacional Minha Casa Minha Vida (MCMV) e também pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que, na sua avaliação, "começou a andar". Com o Brasil vivendo um ambiente econômico de crescimento com juros menores, o impacto positivo na construção civil é imediato, segundo Martins.

Além do PAC e do Minha Casa Minha Vida, há ainda ótimas perspectivas com as obras que serão necessárias para a Copa do Mundo de 2014 e para a Olimpíada de 2016. "Os financiamentos imobiliários cresceram dez vezes de 2003 a 2009, mas esse tipo de crédito representa apenas 5% do PIB. Temos muito espaço para avançar", disse Martins.

O entusiasmo do setor com o Minha Casa Minha Vida decorre da formalização e da redução de tributos federais para moradias cujo valor não superar R$ 60 mil. Para esse tipo de empreendimento, a carga de impostos e contribuições federais caiu de 7% para 1%, mas o governo federal ainda saiu lucrando porque vai arrecadar muito mais com a Previdência, pelo aumento do emprego no setor.

De acordo com a câmara do setor, 97% das habitações que eram construídas para a faixa da população que ganha até três salários mínimos dependiam de autogestão, mutirões e iniciativas das prefeituras. "O Minha Casa Minha Vida vai ocupar esse espaço formalizando o setor. É uma onda de otimismo que vem dessa mudança de cultura. O governo criou normas para a inclusão de milhões de pessoas que não tinham acesso à moradia", comentou Martins.

Essa foi a primeira Sondagem Industrial realizada pela CNI para mostrar o que ocorre com a construção civil. Entre os dias 4 e 22 de janeiro foram ouvidos representantes de 283 empresas do setor, sendo 143 pequenas, 105 médias e 35 grandes. Colaboraram na coleta das informações federações de 17 Estados.

As respostas revelaram que os três maiores problemas enfrentados pelas empresas da construção civil são a alta carga tributária, a falta de trabalhadores qualificados e as condições climáticas. Para as grandes empresas do setor, a dificuldade na contratação de profissionais é o maior problema enfrentado no momento. O vice presidente da CBIC informou que a entidade, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), está qualificando 180 mil pessoas oriundas do Bolsa Família. Os cursos têm 200 horas.

Martins ressaltou que o maior obstáculo para o setor, não captado pela pesquisa, é a falta de terrenos para a viabilização de empreendimentos. O gerente de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, admitiu que foi uma falha do questionário da pesquisa enviado aos empresários.

Fonseca também comentou que a primeira Sondagem da Construção Civil mostrou o contraste representado pelas pequenas empresas do setor. Para essa faixa que emprega até 100 pessoas, o nível de atividade em dezembro não foi melhor que o de novembro. Também não há satisfação com a margem de lucro operacional e o acesso ao crédito continua difícil. "Os problemas para obter capital de giro são históricos, principalmente para os pequenos industriais. Parte disso é ainda resquício da crise, mas o maior problema é a dificuldade em apresentar garantias aos bancos", lamentou o gerente da CNI.


Fonte: Valor OnLine

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